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INACREDITABILIDADES

13.9.05

Para uma nova história pessimista de Portugal 

Com mais ou menos três décadas de atraso em relação à congénere francesa, a nossa burguesia quis acabar com o antigo regime. Aproveitaram o D. João VI e a Carlota "jaquiná" estarem cá e terem vindo a toque de caixa quando o Sinédrio lhes disse para virem imediatamente para o reino, para lhe espetarem com a Constituição nas ventas, coisa que o tipo se apressou a jurar. Só que a percentagem de gente letrada, quero eu dizer, de gente que sabia ler escrever e contar no nosso reino era muito pouca (se bem me lembro das aulas do Prof. Tengarrinha, cerca de 12 a 15 %) e a padralhada ( que palavra tão deliciosamente jacobina e republicana...) tratou de, nos púlpitos, "envenenar" o povinho contar essas modernices de constituições, etc. Aliás o Sttau retrata magistralmente esse espírito misto de Lafayette e Franklin que o Freire de Andrade tão bem encarnava. Mas não se pense que era pelos pés-descalços, pelos nossos miseráveis: aristocrata até ao tutano, funcionou mais como um iluminado, condutor das massas contra os ingleses (neste caso), porque de facto a sua família e ele ,estavam a ser prejudicados, pela ganância de poder do Beresford.O medo da perca de privilégios é tão grande… na nossa terra não há idealistas.
Incluindo eu.
Já agora... isto também soará a heresia: quando se optou pelo nome do Sttau para nosso patrono, a faceta copofónica e gastronómica dele, além da (last ..not the least!) veia humorística tiveram um grande peso. Mas isto é segredo!
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